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Consciência2 min de leitura

O livro de autodesenvolvimento que me fez baixar a guarda

Tenho relação difícil com livros de autodesenvolvimento. Por que 'A Arte de Melhorar a Vida' me pegou — trocando a promessa pela ferramenta.

Tenho uma relação difícil com o gênero "autodesenvolvimento". Boa parte da prateleira promete transformação e entrega frase de efeito — a tal "melhor versão de você", reembalada a cada temporada. Então começo qualquer um desses livros desconfiado.

"A Arte de Melhorar a Vida", da Gabrielle Foletto, me pegou por um motivo simples: troca a promessa pela ferramenta. O centro do livro é a roda da vida — um instrumento que obriga a olhar para as várias áreas da existência ao mesmo tempo (trabalho, saúde, relações, e por aí vai) e a ser honesto sobre onde cada uma está.

Parece simples, e é. Mas a honestidade que ele força não é. A maioria de nós vive otimizando uma ou duas áreas em que já vai bem e evitando olhar para as que estão no vermelho. A roda da vida não deixa: mostra o desequilíbrio de uma vez, no mesmo desenho. É desconfortável da maneira útil.

O que diferencia o livro, para mim, é que cada capítulo desce do conceito para o prático. Não é só "reflita sobre suas relações"; é o que fazer com o que você descobre quando reflete. E a Gabrielle escreve convidando o leitor a trazer a própria experiência para dentro do exercício, em vez de entregar uma fórmula fechada.

Não é mágica e não substitui o trabalho — nenhum livro substitui. Mas é uma boa porta de entrada para quem quer parar de tocar a vida no automático e fazer um balanço honesto. Recomendo, principalmente, para quem, como eu, costuma torcer o nariz para o gênero.

O livro está em artedemelhoraravida.com.br.

A arte de melhorar a vida, Gabrielle Foletto
A arte de melhorar a vida, Gabrielle Foletto

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