O que um prêmio individual realmente é
Recebi o troféu de Empresário do Ano em 2018 — e fiquei desconfortável. Por que ninguém constrói nada sozinho.
Em 2018 recebi o troféu de Empresário do Ano da CACISM, a câmara de comércio centenária da minha região. Fiquei honrado — e, ao mesmo tempo, um pouco desconfortável, porque prêmios individuais escondem uma verdade simples: ninguém constrói nada sozinho.
Subi para receber sabendo que aquele troféu era, na prática, o retrato de um trabalho silencioso e coletivo de muitos anos. Aproveitei o discurso para dizer o que de fato penso, e repito aqui.
Devo à Shana, minha companheira desde os 16 anos, a base que me permite arriscar no resto. Ao Gustavo Stock, meu primeiro sócio, que apostou no meu potencial quando eu ainda não tinha provado quase nada. Ao meu pai, que desde cedo me empurrou para fora da zona de conforto e me ensinou a persistir e a construir do zero. E aos sócios e colegas que confiaram e dividiram comigo um pedaço dos próprios sonhos.
Um prêmio com o nome de uma pessoa é, no fundo, um holofote apontado por um instante para o trabalho de muita gente. Aceito o reconhecimento sem confundir o holofote com a obra. A obra é coletiva, é diária, e continua depois que a luz se apaga.
Foi o que senti naquele palco, e é o que carrego: gratidão pelas pessoas certas por perto — e vontade de seguir com as mangas arregaçadas.
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