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Meu estilo de gestão, sem jargão
Sem filosofia que cabe em qualquer empresa. Como de fato tento gerir: curto e longo prazo, pessoas, processo e execução.
Já vi muita "filosofia de gestão" que cabe em qualquer empresa porque não diz nada sobre nenhuma. Vou tentar o contrário: como de fato tento gerir.
Primeiro, equilíbrio entre curto e longo prazo. É fácil entregar um trimestre bonito hipotecando o ano seguinte — e também o contrário, planejar tão longe que nada acontece agora. A disciplina está em entregar hoje sem comprometer o amanhã. Quase toda decisão difícil mora nessa tensão.
Segundo, resultado através das pessoas, não apesar delas. Não acredito em gestor que entrega sozinho. Meu trabalho é dar desafio, contexto e recurso para o time entregar — e então sair da frente. Quando uma área só funciona se eu estiver em cima, o problema é meu, não dela.
Terceiro, processo onde cabe processo, autonomia onde cabe autonomia. Operação que se repete precisa virar processo, para não depender de heroísmo. Mas processo demais engessa e mata o julgamento. Saber onde aplicar cada um é metade do trabalho.
Quarto, decisão com integridade, sobretudo quando custa. É quando a decisão certa é a mais cara ou a mais impopular que se descobre se os valores eram reais ou só estavam no quadro da parede.
E, por baixo de tudo, fazer acontecer. Gosto de ambientes onde se decide e se executa, não onde se discute para sempre. Estratégia sem execução é só intenção bem escrita.
Não é um modelo que copiei de manual. É o que sobrou depois de mais de vinte anos errando, corrigindo e prestando atenção no que de fato funciona.
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